terça-feira, 28 de agosto de 2012

PESQUISA PARA O 3º BIMESTRE DE 2012


Bom dia, jovens!
Tendo em vista possibilitar a continuidade do 3º bimestre em relação ao conteúdo a ser avaliado, e procurando resolver o problema da falta de professor substituto, proponho como tarefa bimestral a realização de um trabalho em grupo para compor sua nota dos exercícios, em acordo com o conteúdo de cada série.
A atividade poderá valer até cinco (5) pontos na nota bimestral se bem desenvolvida, ou seja, se contemplar todos os itens elencados abaixo para sua composição. Deve ser entregue até o dia 01 de outubro de 2012, para o representante ou vice-representante em sala de aula. Os trabalhos entregues após esta data terão a nota reduzida pela metade, e serão aceitos somente até o termino do 3º Bimestre.
Para compor a nota é importante que @s alun@s apresentem a atividade/pesquisa, em grupo de cinco(5) ou seis(6) pessoas, todas da mesma classe e série:
1-com uma capa e identificação constando o nome, o número, a turma de cada integrante, além do tema escolhido.  (0,5 ponto)
2-a formatação digitada e grampeada: fonte Calibri (Corpo); tamanho da fonte 12; margem normal; tamanho A4. (0,5 ponto)
3-com o conteúdo relativo ao tema escolhido. (3,0 pontos).
No item 3 é importante constar no conteúdo a introdução (0,6), o desenvolvimento (0,6) e a conclusão (0,6) do tema abordado. Importante também explicar como foi feito o trabalho em grupo- qual o método utilizado pel@s alun@s para elaborar a atividade/pesquisa, qual o papel de cada integrante na realização do trabalho (0,6), além da bibliografia (0,6) utilizada para fundamentar o material escrito.
4-com as imagens relativas ao tema desenvolvido/pesquisado. (1,0 ponto)
As imagens podem ser fotográficas, digitais, em preto e branco, a cores, gráficos, tabelas, mapas, entre outras que julgarem relevantes para melhor compreensão do tema trabalhado.
Em acordo com minha experiência, na avaliação desse tipo de atividade muitos jovens tentam “facilitar a entrega” copiando trabalhos já prontos pelos seus colegas ou mesmo procurando-os na internet. Tal prática gera consequências negativas para aqueles que tomam a péssima atitude, pois quando deixam de realizá-la por si mesmos perdem a oportunidade de aprender várias habilidades e conteúdos, foco principal do exercício.  Grave ainda é a prática do plágio, que se configura quando retiramos, seja de livros ou da internet, ideias conceitos ou frases do autor que as formulou sem lhe dar o devido crédito. Advirto que não o façam, pois certamente terão a atividade avaliada como plágio, recebendo nota zero. O propósito da atividade/pesquisa é que @s alun@s se esforcem para articular suas próprias ideias, desenvolvendo assim um texto carregado de suas próprias impressões e possibilitando a observação da sua capacidade escrita e intelectual referente ao tema exercitado/pesquisado, demonstrando o envolvimento com o objeto escolhido.
A seguir a atividade/pesquisa proposta para cada série, desde os primeiros até os terceiros anos do segundo grau. Quaisquer dúvidas utilizem o blog para correspondermo-nos. http://ced07sociologia.blogspot.com.br/
PRIMEIROS ANOS
Do livro texto TEMPOS MODERNOS, TEMPOS DE SOCIOLOGIA realizar a atividade do Capítulo 11-Caminhos abertos pela sociologia:  Exercício 4- EXERCITANDO A IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA, página 128. Leiam e desenvolvam a proposta.
Lembre-se de focar nos dilemas da sociedade brasileira e das questões relevantes em sua comunidade. Observem durante a realização se estão elaborando trabalhos semelhantes aos demais grupos e como os temas foram abordados. Não existe uma só abordagem de um mesmo problema, não “esquente” se houver um grupo com o mesmo objeto que o seu. Sua atividade é sempre única e vocês sempre podem direcionar seu roteiro.
Obs: dentre os intelectuais apresentados no capítulo, há algum que se aproxima da sua abordagem do problema social escolhido?
Bom trabalho.
SEGUNDOS ANOS
Do livro texto TEMPOS MODERNOS, TEMPOS DE SOCIOLOGIA realizar a atividade do Capítulo 10-Sonhos de consumo: Exercício 4- EXERCITANDO A IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA, página 118. Leiam e desenvolvam a proposta.
Utilizem dos conhecimentos adquiridos na Teoria Sociológica Marxista e abordem a questão do consumo de produtos, mas também das pessoas como um objeto consumível, na “coisificação” das pessoas.
Vocês podem ainda abordar a questão do consumo de produtos “piratas”, como também da internet, um espaço revolucionário como ferramenta de luta por parte de anônimos que possivelmente não teriam voz na sociedade de consumo e de comunicação em massa tradicionalmente controlados.
Hoje há um debate constante na questão da liberdade ou restrição de certos conteúdos virtualmente compartilhados, há grupos que lutam pela continuidade da rede livre e grupos que buscam manter o mercado de consumo de música e arte sob controle. Discutam, escrevam e apresentem sua visão seguindo a proposta de pesquisa.
Bom trabalho.
TERCEIROS ANOS
Do livro texto TEMPOS MODERNOS, TEMPOS DE SOCIOLOGIA realizar a atividade do Capítulo 16-Desigualdades de várias ordens: Exercício 4- EXERCITANDO A IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA, página202 e 203. Leiam e desenvolvam a proposta.
A formulação de ações afirmativas relativa às minorias sociais ganha espaço a partir da década de 1970, compondo conteúdo substancial para discussão nas mais distintas esferas de poder e junto aos movimentos da sociedade civil organizada nos dias de hoje.
Vocês podem buscar informações e discutir em grupo sobre possíveis políticas públicas voltadas para uma dessas minorias.  Há secretarias municipais, estaduais e federais tratando especificamente deste assunto. Envolvam-se nos problemas e desenvolvam a proposta de pesquisa, sem se esquecer de utilizar os conhecimentos adquiridos até o momento nos capítulos vistos em sala de aula.
Bom trabalho.
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Comunismo na China


Aos alunos dos Segundos Anos uma aula de como surgiu o comunismo na China e de como entender  porque, mesmo hoje seguindo o caminho da privatização econômica e do consumismo, continua comunista na ideologia e forma de governo. O texto revela a ideologia por trás do projeto comunista na China, Boa leitura.

TÓPICOS:

1. Comentário sobre a política soviética pós-stalinista no chamado Terceiro mundo

2. O “Grande Salto” da China e a “Revolução Cultural”

“Cada país ou partido comunista tem a sua história específica e apresenta variações regionais e locais particulares, mas é possível traçar uma conexão com o padrão elaborado em Moscou em novembro de 1917. Essa conexão forma uma espécie de código genético do comunismo”. (Courtouis em The Black Book of Communism,754.)

                O comunismo em qualquer lugar apareceu de duas maneiras: ou foi imposto pelo exército soviético; ou emergiu, geralmente com a ajuda soviética, em países cuja cultura política (ausência de tradições estabelecidas da propriedade privada e de leis reguladoras, herança da autocracia etc.), assim como a estrutura social (preponderância da classe camponesa, uma classe média pouco desenvolvida), parecia-se com a da Rússia antes de 1917.

Embora projetado para sociedades industriais avançadas, o comunismo, na prática, deixou raízes somente em sociedades agrárias subdesenvolvidas.

Algumas características foram copiadas do marxismo-leninismo pelos chamados países de terceiro mundo: 1)o governo de um único partido monopolista, organizado ao longo de linhas militares e a que se devia uma obediência incontestável; 2)esse governo era exercido sem nenhuma restrição externa; 3)a abolição da propriedade privada nos meios de produção e a concomitante nacionalização de todos os recursos humanos e materiais; 4) o desrespeito aos seres humanos.

Em quase todos os casos onde ocorrera o regime comunista, o “partido” era incorporado por um líder que personificava a causa e que passava a ser endeusado.

A sabedoria convencional sustenta que a pobreza gera o comunismo. A realidade é diferente: países pobres não optam pelo comunismo.

Países pobres estão menos aptos a resistir ao domínio comunista porque carecem de instituições que, em sociedades mais ricas, frustram os aspirantes a ditadores radicais.

Uma das quatro lições mais importantes da macroeconomia, e a primeira delas, é a de que: no longo prazo, a capacidade de um país produzir bens e serviços determina o nível de vida de seus cidadãos. O PNB (Produto Nacional Bruto) mede o produto total de bens e serviços de um país e, portanto, a capacidade desse país satisfazer as necessidades e desejos de seus cidadãos. (N. Gregory Mankiw, Macroeconomics, 1992, 336.).

Na ausência de instituições que torne possível a riqueza, especialmente quanto aos direitos de propriedade e leis reguladoras, mantendo os países pobres e, ao mesmo tempo, tornando-os vulneráveis a ditaduras, seja de direita ou de esquerda, se percebe uma ausência de estruturas intermediárias eficientes entre o povo e seus dirigentes, predispondo a sociedade ao exercício descomedido do poder.Os mesmos fatores que mantém os países pobres facilitam a tomada comunista.

No Oriente, desde os tempos antigos, a ausência da posse privada da terra significava que a distinção e a riqueza poderiam ser conquistadas de uma única maneira: adquirindo-se proeminência no serviço ao soberano.

Era natural, por conseguinte, que a participação nos regimes comunistas, que concentravam todo o poder e riqueza em suas mãos, fosse percebida como meio principal de obter status, assim como fortuna.

Havia um questionamento, feito à URSS, de que o capitalismo não falira, como previra Marx. Lenin formula uma tese de que as colônias eram essenciais para a sobrevivência do capitalismo avançado, sustentando suas economias enfermas, capacitando-o a subornar a classe trabalhadora. Um ataque aos bens imperiais das grandes potências era, portanto, um componente indispensável da estratégia revolucionária moderna.

Os países do chamado terceiro mundo não possuíam classe operária por sua constituição iminentemente agrária, o que dificultava o plano elaborado.

Lênin tenta resolver a situação de fazer uma revolução proletária em países que não tinham proletariado pedindo ao Segundo Congresso do Comitern para adotar o programa colonial em duas premissas: 1) que essas regiões pudessem saltar o estágio capitalista e prosseguir diretamente do “feudalismo” para o socialismo e 2)que os comunistas ali ativos forjassem uma aliança temporária com a “burguesia nacionalista” nativa contra os imperialistas estrangeiros.

Foram os primeiros movimentos na tentativa de controlar o nacionalismo no terceiro mundo.

O programa soviético na China: era importante para o Comintern e extraordinariamente promissora por ser a China o país mais populoso do mundo, um país cruelmente explorado pelas potências européias e pelo Japão, e com forte sentimento de xenofobia - a China fervilhava de hostilidade em relação ao estrangeiro.

Sun-Yat-sem, chefe do Partido Nacionalista, ou Kuomintang, que governou a China desde 1911-12, admirava a União Soviética por ter se livrado do domínio estrangeiro na economia e na política.

Embora primordialmente agrário, a China também tinha uma classe trabalhadora empregada na indústria leve e concentrada em Xangai.

Chiang Kaishek emergiu como figura importante do Kuomitang durante a década de 1920, acolheu os “conselheiros”soviéticos que apareceram em grande número na China.

O Partido Comunista Chinês, formado em 1921 (por estudantes e literatos), segue as leis do Comintern e mantém sua identidade separada, mas em 1923 muitos de seus membros aliam-se ao Kuomintang. Assim fizeram por ordens de Moscou, que esperava erigir um front antiimperialista na China.

Depois de 1925 surgiram diferenças entre os dois partidos, quando Sun Yat-sem morreu e Chinag Kaishek assumiu. Em abril de 1927, Chiang expulsou os comunistas de seu partido e mandou matar milhares deles.

Stalin desiste de tentar controlar o nacionalismo no terceiro mundo.

Enquanto Stalin esteve vivo, a política externa da URSS concentrou-se em erigir seu próprio poder industrial e militar e semeou a discórdia entre as grandes potências.

Em 1949 ocorre a vitória dos comunistas chineses sobre o Kuomintang, e sua conquista de todo o continente da China, representando um enorme triunfo para a causa comunista.

O movimento marxista-leninista propagou-se por meio bilhão de pessoas, quase duas vezes o número que vivia anteriormente sob seu governo.

A China comunista seguiu seu próprio caminho, dividindo o movimento comunista. Mais uma vez o nacionalismo triunfou sobre a lealdade das classes.

Em outubro de 1927, o que restara da organização comunista chinesa, depois do tratamento severo de Chiang Kaishek, retirou-se para o interior rural.

Mao Tse-tung, um de seus líderes, antes um torcedor ardoroso do Kuomintang, passou os 20 anos seguintes no limbo político, construindo um exército de guerrilheiros.

Em 1931, os comunistas chineses proclamaram uma república soviética chinesa. Entretanto Stalin não demonstrou nenhuma inclinação para ajudá-los, nem então, nem na Segunda Guerra Mundial.

Stalin estava mais preocupado em ter uma China aliada forte e unificada, capaz de conter o Japão na Segunda Guerra. Preferiu subsidiar Chiang Kaishek, adequando-se mais o Kuomintang a esse papel.

Posteriormente, temendo que na China se desenvolvesse um Partido Comunista independente, como ocorrera em 1948 na Iugoslávia (onde Josip Broz Tito, na liderança do partido comunista, rompera com Moscou, após recusar-se a obedecer suas ordens), Stalin tentou persuadir Mao a entrar em acordo com Chiang.

Mao ignorou seu conselho e prosseguiu, na chefia de um exército camponês, para conquistar toda a China.

Stalin continuou a patrocinar Mao, mesmo depois deste se tornar o senhor indiscutível da China. Mao era tão dependente do apoio econômico e militar da URSS que, com o tempo, teve de engolir seu orgulho e aceitar a União Soviética como líder e modelo.

Muda a atitude de Mao com a chegada de Krushov. Mao percebe os sucessores de Stalin como traidores da causa.

Em 1949, as relações entre Moscou e Pequim quase chegaram a um ponto de ruptura, em grande parte pela recusa de Moscou a partilhar a tecnologia nuclear com Pequim. Krushov retira unilateralmente os conselheiros soviéticos da China.

Mao desenvolve uma variante própria do comunismo.

Os “valores dominantes” da ideologia de Mao parecem “completamente estranhos ao marxismo”: serve para ilustrar a“flexibilidade ilimitada de qualquer doutrina uma vez historicamente influente”. (Leszek Kolakowski, Main Currents of Marxism, vol. III.)

Ao invés de contar com os operários de indústrias para fazer a revolução, Mao elevou os camponeses à posição de principal classe revolucionária: a revolução mundial seria feita não por europeus, mas sim pelos povos da África, Ásia e América Latina segundo ele.

Marx afirma que “não é a consciência que determina a vida, mas a vida é que determina a consciência”, isto é, as maneiras de lidar com as necessidades materiais definem como o homem pensa e sente. (Marx e Engels, “The German Ideology”, em Collected Works, vol.V, 37.)

Mao, ao invés disso, insistia em que as idéias moldam o comportamento: “fatores objetivos” que o marxismo tratou como decisivos, para Mao, eram um conceito “burguês”. Nunca frustrariam as massas se decidissem realizar algo.

O conhecimento era, portanto, potencialmente maligno porque inibia a resolução - por isso era nocivo em demasia. A nova sociedade e o novo homem seriam criados não pela alteração das condições econômicas e sociais, mas pelas mudanças na “superestrutura” cultural e intelectual.

Esse era um tipo de revisionismo: enquanto o revisionismo ocidental, derivado de Eduard Bernstein, procurava retificar o revisionismo das doutrinas de Marx adaptando-as à realidade, o revisionismo de Mao optou por não considerar a realidade. pág.145.

Tais idéias não ortodoxas levaram a uma desavença com Moscou. No Vigésimo Congresso do Partido, Moscou aprovou a política de détente com o ocidente, e declarou que a guerra não era mais necessária para o triunfo mundial do comunismo, com base em que o mundo estava mudando, inexoravelmente, para o comunismo.

Mao estava convencido de que a aquisição soviética de mísseis intercontinentais garantiria uma política agressiva em relação ao Ocidente capitalista.

Repudiou a doutrina de Krushov, segundo a qual o comunismo prevaleceria sem violência, por meios parlamentares.

Era a favor da violência. “A guerra é a forma superior de luta para solucionar contradições”, “O poder político desenvolve-se a partir do cano de um revolver.” Quotations from Chairman Mao Tse-tung (Nova York, 1968), 32-33.

Mao rejeitou o argumento de que a invenção das armas termonucleares eliminava a guerra como ação política. Rejeitou a bomba atômica como um “tigre de papel que os reacionários americanos usam para assustar o povo. Parece terrível, mas, de fato, não é.” (Quotations from Chairman MaoTsé-tung ( Nova York,1968), 77).

Repudiou como traiçoeira a política de acordos de controle de armamentos, inaugurada em 1968, e escarneceu da idéia de que uma guerra termonuclear significaria a extinção da vida na Terra.

Se o pior acontecesse e metade da humanidade morresse, a outra metade permaneceria, enquanto o imperialismo seria destruído e o mundo inteiro se tornaria socialista: em alguns anos haveria novamente 2,7 bilhões de pessoas, e, definitivamente, mais. ( Stuart Schram, Mao Tse-tung (Harmondsworth, Reino Unido, 1966), p.xi.)

Mesmo antes de ter-se tornado governante da China, reivindicava a autoria de uma doutrina marxista destinada aos países não ocidentais do mundo todo, na qual as revoluções seriam feitas pelos camponeses.

Antes se recusava a jogar segundo as regras de Moscou, pois julgara os sucessores de Stalin traidores do movimento. Agora via a si mesmo não somente como igual aos governantes de Moscou, mas também como seu superior.

Um dos associados mais próximos alegou que a grande realização de Mao Tse-tung foi mudar o marxismo da forma européia para a asiática, o que guiaria uma grande parte da humanidade que vivia sob as mesmas condições dos chineses.

Posteriormente, ao tentar empurrar a URSS para fora da África, Pequim recorreu a argumentos racistas declarando abertamente que os russos, por serem “brancos”, possivelmente não poderiam entender nem os “orientais” nem os “negros”.

Mao era celebrado em seu país como o profeta da verdadeira fé.

Pode-se concluir desse modo que “o que começou como uma disputa de estratégias revolucionárias alternativas (...) tornou-se uma luta incipiente pelo poder no movimento comunista internacional”. (Donald F. Zagoria, The Sino-Soviet Conflit, 1956-1961(Nova York, 1964), 385.)

O conflito sino-soviético revelou uma fraqueza elementar e irremediável da causa comunista. Demonstrou que os comunistas estrangeiros estavam preparados para obedecer à liderança de Moscou somente enquanto não tivessem uma base doméstica significativa e dependessem da assistência financeira e militar de Moscou. Mas, sob essas condições eram marginalizados e impotentes. Se obtivesse apoio significativo em casa como acontecia na Iugoslávia e, depois, na China, se tornariam uma força política autônoma e, daí, um trunfo do comunismo internacional, mas, depois, deixariam de receber ordens dos russos ou reconhecer os interesses nacionais da URSS como supremos.

Lênin aprendeu com Marx que para impedir uma contra-revolução tinha de demolir impiedosa e completamente a estrutura institucional do capitalismo. Observando o revisionismo dos sucessores de Stalin, Mao concluiu que não bastava demolir as instituições: devia-se mudar o homem. Mudar o ser humano era, evidentemente, o objetivo último do marxismo. Mas Mao decidiu que isso deveria ser realizado sem demora e empenhou todo o seu governo em concretizar esse objetivo.

Os comunistas chineses estabeleceram um regime totalitário modelado segundo o soviético. Mao também copiou fielmente as políticas econômicas de Stalin, coletivizando a agricultura e introduzindo planos qüinqüenais de industrialização.

Uma diferença pode ser destacada. Enquanto a ditadura soviética, herdeira do czarismo, não se importava muito com o que o povo pensava, contanto que se resignasse e fingisse acreditar, os comunistas chineses estavam determinados a alcançar uma conformidade intelectual e espiritual genuína. Essa aspiração estava enraizada no confucionismo, que enfatizava a perfeição moral e desejava que o governo se assentasse na virtude moral ao invés da mera coerção.

Mao tinha medo de que a menos que as mentes de seus súditos fossem remodeladas de modo que pudessem assimilar completamente as doutrinas de Marx, Lênin e dele próprio, a China sofreria o mesmo destino da Rússia soviética – isto é, se tornaria revisionista e abandonaria a fé verdadeira.

As premissas de Mao os levaram para vários experimentos, todos abortados, com grande perda de vidas humanas e prejuízo do bem estar da nação.

Cidadãos chineses, especialmente intelectuais, suspeitos de defenderem pensamentos anacrônicos ou subversivos eram submetidos à “reeducação” sistemática, muitas vezes em campos de concentração, nos quais eram expostos ao que, apropriadamente passou a ser chamado de “lavagem cerebral”. Era a tortura mental com o propósito de quebrar o espírito.

As mesmas suposições também geraram o Grande Salto Para Frente, lançado em 1958. Inspirado pelo desejo de demonstrar ao mundo que a China tinha encontrado uma maneira melhor e mais rápida de superar o atraso econômico do que a dos russos, Mao declarou que a meta da China era ultrapassar, em cinco anos, a produção britânica de carvão e aço.

Isso seria realizado por mais de meio bilhão de pessoas, arrebanhadas em 24 mil “comunas do povo”, o que combinou ocupações industriais familiares primitivas com agricultura.

Um exemplo perfeito da disposição de Mao para ignorar a realidade econômica baseava-se no teorema, explicado em Quotations from Chairman Mao (referido popularmente como O pequeno livro vermelho de Mao) que, durante algum tempo, foi o único livro disponível na China, de que o povo chinês era uma tábula rasa:

“À parte suas outras características, o que mais se destaca sobre os 600 milhões de pessoas da China é serem “pobres e vazias”. Talvez isso pareça ruim, mas, na verdade, é bom. A pobreza dá origem ao desejo de mudança, o desejo de ação e o desejo de revolução. Em uma folha de papel em branco, sem nenhuma marca, as letras mais frescas e belas podem ser escritas, os quadros mais belos e frescos podem ser pintados.”

Isso foi dito de uma nação que tinha atrás de si milhares de anos na condição de Estado.

Um slogan do Grande Salto Para a Frente prometia solenemente: “Ensinaremos o sol e a lua a trocarem de lugar. Criaremos um novo paraíso e uma nova terra para o homem.”

Portanto, o marxismo, que para seus fundadores era uma doutrina estritamente materialista, nas mãos do ditador da China, que se proclamou marxista, transformou-se em um idealismo utópico que subordinava a realidade à vontade humana.

O Grande Salto provocou tamanho caos econômico que teve de ser abandonado. O custo em vidas humanas foi desconcertante: demógrafos americanos, tendo acesso a estatísticas depois da morte de Mao, determinaram que pelo menos 30.000.000 de chineses morreram de fome num período de escassez de alimentos que o mundo exterior não teve conhecimento. Quotations from Chairman Mao Tse-tung, 19-20.

Sentindo-se cada vez mais isolado no seu próprio partido, o fracasso não desencorajou Mao, e em 1966 lançou mais uma campanha, desta vez dirigida aos intelectuais e funcionários que temia do partido, levando a China ao mesmo caminho percorrido pela URSS.

Essa campanha recrutou jovens urbanos para a chamada Guarda Vermelha, para realizar o que foi rotulado oficialmente de Grande Revolução Cultural Proletária, mas que pode ser entendida como uma perigosa contra-revolução cultural. Mao Tsé-tung, motivado em parte pelo seu desejo de manter o ardor revolucionário e em parte por sua megalomania, levou a vida cultural do país à estagnação.

A chamada Guarda Vermelha, durante a Revolução Cultural, por vários anos, devastou a China, uma das civilizações mais antigas do mundo, pois havia sido instruída para que considerasse tudo o que estava acima de sua compreensão como apto à destruição.

Em seu auge, todas as escolas foram fechadas, e nenhum livro ficou disponível, exceto compêndios e as próprias obras de Mao. Apresentações de música ocidental foram proibidas. A Guarda Vermelha atacou intelectuais e obrigou-os a se humilharem publicamente; torturaram e mataram muitos deles. Milhares de funcionários públicos do partido sofreram tratamento semelhante.

Esse frenesi antiintelectual só parou com a morte de Mao, em 1976. Suas conseqüências não apenas privaram toda uma geração de educação, como também a violentaram moral e fisicamente.

O sucessor de Mao Tse-tung, Deng Xiaoping, pôs fim ao projeto brutal. Em 1979, deu início a uma política de reformas do mercado livre, que reacendeu o espírito empreendedor. Desde então, a China, embora comunista na ideologia e forma de governo, seguiu o caminho da privatização econômica que, de fato, significava o abandono do preconceito fundamental do comunismo: a abolição da propriedade privada.

Bibliografia:
         O comunismo/ Richard Pipes. –Rio de Janeiro: Objetiva, 2002 cap.5, 135-168.(História Essencial)
         Macroeconomia/ N. Gregory Mankiw,-USP-São Paulo. Afiliada, 1992, 336

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Entendendo nossa democracia

Escrevi esta reflexão sobre a origem da democracia brasileira para que entendamos os entraves, os vícios que a compõe desde sua formação. Bom proveito.


A Democracia e a República na América

                No livro intitulado Raízes do Brasil, podemos observar na colonização brasileira a influência do espírito aventureiro, aristocrático e desorganizado do português em contraste com o projeto de colonização baseado na ética protestante de trabalho do colono norte-americano, onde a comum law tem força significativa e relevante na disciplinação da conduta do dia a dia. Vemos ainda no Brasil a ditadura dos domínios agrários e a fundação das cidades como instrumento de dominação, em contraste com a democracia e formação nacional estabelecida no território ianque, principalmente após a guerra civil que unifica os Estados Unidos da América do Norte.

                Em Democracia na América (1835), de Tocqueville, observamos o contraste entre os valores aristocráticos europeus e os valores que deram origem a democracia na América do Norte. Esses valores aristocratas podem ser observados no Brasil como uma herança portuguesa negativa, quase um empecilho ao desenvolvimento de um Estado Democrático de Direito em acordo com sua acepção moderna, devido ao patrimonialismo decorrente das relações estabelecidas junto às demais oligarquias prolongadoras do personalismo no espaço e no tempo.

                Quando o domínio agrário no Brasil começa a se aproximar em muitos de seus aspectos de um centro de exploração industrial, no ciclo expansionista do café, observamos o aumento do trabalho assalariado e o fim do trabalho escravo, substituindo os velhos proprietários rurais por uma plutocracia.

                O trágico é que o Estado brasileiro preservou ainda as formas exteriores do sistema tradicional monárquico, não separando definitivamente a política do meio social, dando lugar a uma democracia superficial e enganadora.

               De acordo com o teórico Sérgio Buarque de Holanda, quando da formação da República, observamos no Brasil a formação de conceitos abstratos, distantes da participação popular e arquitetados pelas elites. Há uma separação entre estes conceitos e a vida do dia a dia do povo da rua, limitando-se o Estado a “criação de plataformas, programas e instituições como únicas realidades verdadeiramente dignas de respeito”. 

Acompanhamento do capítulo 16- Desigualdades de várias ordens


Capítulo 16: Desigualdades de várias ordens

1.       Tema central:

. As desigualdades sociais de gênero e étnicas no Brasil.

2.       Conceitos e palavras chaves:

.Igualdade/desigualdade; gênero; etnia; igualdade de oportunidade; igualdade de condição; Estado de bem-estar social; meritocracia; justiça/injustiça social; exclusão/inclusão social; discriminação; racismo; ação afirmativa.

3.       Objetivos:

.entender a centralidade do tema desigualdade para as ciências sociais;

.entender a noção de desigualdade, sua presença em diversos campos e o fato de que as diferentes desigualdades muitas vezes se reforçam;

.entender as influências das desigualdades de gênero e de cor na educação e no mundo do trabalho;

.conhecer interpretações a respeito das desigualdades étnicas no Brasil- Gilberto Freyre. Florestan Fernandes e Oracy Nogueira;

.conhecer o tratamento dado ao racismo pelas leis brasileiras.

4.       Questões motivadoras:

. No Brasil existe racismo?

.O que o preconceito racial tem a ver com o tema das desigualdades?

.Qual a diferença entre bullying homofóbico e homofobia?

.Existe alguma relação entre poder e preconceito? Que exemplos podem ser dados que podem confirmar essa relação?  

Sites:
. Instituto de Pesquisa Eonômica Aplicada(IPEA): http://www.ipea.gov.br/default.jsp
.Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra(MST): http://www.mst.org.br/
.Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial(Seppir):http://www.seppir.gov.br/ ou www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/
.Secretaria Especial de Políticas para as mulheres(SPM): http://www.sepm.gov.br/

Acompanhamento do capítulo10-Sonhos de consumo


Capítulo 10- Sonhos de consumo

1.       Temas centrais:

.Manifestações culturais e grupos sociais.

.Relações entre consumo e lazer.

2.       Conceitos e palavras-chaves:

.Modernidade; metrópole; sociedade de massas; sociedade de consumo; indústria do entretenimento (lazer).

3.       Objetivos: os alunos deverão

. compreender as contribuições dos estudos de Walter Benjamim na incorporação  de novos temas  ao trabalho dos sociólogos;

.compreender que a experiência moderna é paradoxal: tanto pode aprisionar os indivíduos na ideologia de consumo como pode conduzir à liberdade individual;

.compreender que a relação entre consumo e lazer tem suas origens nas metrópoles modernas;

.compreender que os recursos tecnológicos não apenas contribuem para a praticidade da vida, mas também podem alterar a forma como as pessoas percebem o mundo.

4.       Questões motivadoras.

. O tema deste capítulo permite uma reflexão crítica sobre os valores e os sonhos de consumo de vocês estudantes. A poesia a seguir poderá ajudá-los a perceber quanto desejos de consumo permeiam nossa vida. Leiam e em seguida escrevam um ou dois versos sobre o mesmo assunto da poesia.  Deixem o material escrito no seu caderno para que possamos  aproveitar suas impressões em sala de aula na discussão do consumo e o lazer nas sociedades moderna e contemporânea.

EU ETIQUETA

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

Carlos Drummond de Andrade. In: Corpo. Rio de Janeiro: Record.

Acompanhamento do conteúdo referente ao capítulo 11: Caminhos abertos pela sociologia


Capítulo 11: Caminhos abertos pela sociologia

 1.       Temas centrais:

. Sociologia e cotidiano.

.Conhecimento científico versus senso comum.

.Metodologia das ciências sociais.

2.       Conceitos e palavras-chave:

. Pluralidade de abordagens; conceitos; metodologias; teorias; objetos; questões sociais; interpretações.

3.       Objetivos: os alunos deverão

.identificar os pontos principais de cada autor estudado e comparar suas análises;

.compreender que o conhecimento sociológico não pretende abarcar a totalidade da experiência social, pois o que se pode conhecer dela será sempre parcial- por causa do ponto de vista de quem observa e porque a sociedade está em transformação permanente;

.compreender que a parcela de conhecimento proporcionada por cada investigação sociológica não deve ser desprezada;

.compreender duas orientações metodológicas presentes na sociologia: as pesquisas macrossociológicas e as pesquisas microssociológicas;

.aprofundar a compreensão da sociologia como um campo científico distinto de outras formas de saber sobre o mundo social.

4.       Questões motivadoras

.Qual dos autores estudados vocês mais gostaram ou com qual cada um se identificou mais e por quê?

.Se fossem investigar algum problema da sociedade brasileira qual seria o que mais inquieta?

Sites:

.Sociedade Brasileira de Sociologia(SBS): http://www.sbsociologia.com.br

.Associação Brasileira de Antropologia(ABA): http://www.abant.org.br

Associação Brasileira de Ciência Política(ABCP): http://www.cienciapolitica.org.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pode até parecer, mas não estamos sozinhos.

Compartilho hoje um texto de Sérgio Vaz, o poeta e fundador da Cooperifa, publicado na última revista Caros Amigos-julho de 2012, na página 15. Boa reflexão.

ANTES QUE SEJA TARDE – Por Sérgio Vaz

Se não fosse tão covarde acho que o mundo seria um lugar melhor pra viver.
Não que o mundo dependa só de mim para ser melhor, mas se o medo não fosse constante ajudaria as milhares de pessoas que agem pelo mundo como centelhas tentando criar uma labareda que incendiasse de entusiasmo a humanidade. Mas o que vejo refletido no espelho é um homem abatido diante das atrocidades que afetam as pessoas menos favorecidas.Porque se tivesse coragem não aceitaria as crianças passarem fome, frio e abandono nas calçadas, essas que parecem fantasmas, nos assustam nos semáforos com armas na mão, nos pedem esmolas amontoadas em escolas que não ensinam, e por mais que elas chorem, somos imunes a essas lágrimas.
Sou um covarde diante da violência contra a mulher, da violência do homem contra o homem que só no Brasil são 50000 deles arrancados à bala do nosso pacífico planeta. Que dizer da violência contra os homossexuais que são apedrejados nas calçadas das avenida elegantes?
E porque os índios estão tão longe da minha aldeia e suas flechas não atingem meus olhos nem meu coração, não me importo que lhe tirem suas terras, sua alma, seus rios, e analfabeto de solidariedade não sei ler sinais de fumaça, eles fazendo guerra eu fumando o cachimbo da paz. Se tivesse um nome indígena seria cachorro medroso.
Se fosse o tal ser humano forte que alardeio por aí, não concordaria em aceitar famílias inteiras sem onde morar, vagando em busca de terra, ou morando em barracos de madeiras indignas pendurada nos morros, ou na beira de córregos. Não nasci na favela, mas, meu coração é de madeira, fraco.
A lei condena um homem comum que rouba outro homem comum e o enterra na masmorra moderna, mas nada faz contra aquele político corruto que rouba milhares de pessoas apenas com uma caneta, ou duas, e que de quatro em quatro anos a gente aperta-lhes a mão, quando na verdade devíamos cuspir-lhes na cara. E eu como um juiz sem martelo não faço nada além de condená-lo ao meu não voto. É pouco, já que sei onde eles se entocam. A lei é cega, mas acho que lhe fizeram transplante de órgãos numa dessas votações secretas.
Assisto a falência da educação e o massacre contra os professores e sei que muitas vezes o resultado de ensino de qualidade mínima é presídio de segurança máxima, fico em silêncio quando a multidão desinformada pede redução da maioridade penal, porém, mal ela sabe que se não educarmos nossas crianças vão ter que prendê-las com 16 anos, depois 14, depois 12, depois, não teremos mais crianças nas ruas. E elas, as ruas, serão tão seguras que a gente vai sentir falta das crianças. Época em que os brinquedos serão visitados nos museus.
Calado assisto a falsa democracia deste país ilegal, sem alvará de funcionamento e sem licença pra ser pátria, e me emociono com o hino nacional cantado antes do jogo da seleção canarinho.
Perdoe-me por apenas ser poeta, e ter apenas poemas como arma, ainda que ninguém me diga, sei que isso é muito pouco, quase nada. O sangue que pulsa na veia tinha que estar nos olhos.
O Mundo gosta das pessoas neutras, mas só respeita as que tem atitude. Se não posso mudar o mundo deveria a mudar a mim mesmo.
Acho que é isso que vou fazer agora.
Antes que seja tarde.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Como mehorar sua nota no 2o bimestre - os exercícios pendentes

Bom dia a todos,

Este post vai ajudá-los a acompanhar melhor as atividades até o fechamento do bimestre. As suas últimas provas estão preparadas, valendo três pontos na média geral. Elaborei a prova com base exclusivamente nos capítulos propostos para o bimestre em cada série.

Os alunos dos primeiros anos devem resumir o capítulo 11- Caminhos abertos pela sociologia. Esta atividade vale 0,5 pt na média do bimestre. Como sempre você deve deixar suas atividades no caderno para receber o visto. Respondam também as questões do Enem dos dois capítulos, o 3 e o 11, pois provavelmente alguma delas pode estar na prova bimestral. Um estudo dirigido fecharia a série de atividades em sala de aula, mas devido a minha ausência a atividade será substituída pelo exercício quatro da página 128 e os exercícios do Enem da página 129. Estas tarefas devem estar no caderno de cada um dos alunos (valor de 2,0 pts), perguntas e respostas.

Os alunos dos segundos anos devem resumir o capítulo 10- Sonhos de Consumo, O resumo vale 0,5 pt na média bimestral. Deixem o resumo nos cadernos que darei o visto. Os exercicio do Enem devem ser resolvidos e provavelmente podem estar na prova biemestral. Resolvam os exercícios dos dois capítulos. o 3 e o 10. Vocês devem resolver a parte Testando seus Conhecimentos, da página 117-Monitorando a aprendizagem, exercícios de 1 a 4. Estas atividade vale 2,0 pontos na média e substituirá o Estudo dirigido.

Nos terceiros anos não vai ser diferente. Os alunos devem fazer em casa o resumo do capítulo 16- Desigualdades de várias ordens (1,0 pt). Os exercicios da parte 2- Assimilando Conceitos (página 201), da parte 3-Olhares sobre a sociedade (páginas 201 e 202) e da parte 4-Exercitando a imaginação sociológica (páginas 202 e 203) devem estar nos cadernos para serem avaliados (1,0 pt). Nao haverá estudo dirigido para os terceiros anos, somente exercícios que valem pontos na média.

Espero que voces acessem o blog de sociologia e enviem suas dúvidas e sugestões.

Até breve.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vamos fechar bem o segundo bimestre?

Para muitos não há nenhuma dúvida, a resposta é sim. Para aqueles que ainda estão com dificuldades, podemos encontrar uma maneira mais fácil de andarmos juntos. Um bom começo é você resolver a lista de exercícios que ainda serão avaliados e que contam pontos neste finzinho de bimestre.
Cada atividade é importante, e duplamente: a primeira razão (e a mais óbvia) é que você precisa de uma nota acima da média para ser aprovado(a) com louvor, e muitos tem que melhorar a média; a segunda, e a mais importante a meu ver, é a capacidade de melhorar sua compreensão do mundo a partir da compreensão dos conceitos sociológicos estudados.Naturalmente, se isso acontecer, sua nota subirá.

Publicarei a série de atividades que completam as avaliações, o conteúdo a ser avaliado para todas as séries e dicas referentes a prova do bimestre. Por favor, divulguem para seus colegas.

Seja bem vindo estudante.

Primeiros , Segundos e Terceiros anos

Sejam bem vindos ao nosso blog de Sociologia. Este espaço foi criado especialmente para que possamos continuar o acompanhamento do conteúdo bimestral, para refletirmos sobre as leituras e os exercícios tranquilamente.

A partir de hoje (23 de julho) até o final do ano de 2012  poderemos nos comunicar mais e, através desta ferramenta, deste espaço, dar seqüência às nossas atividades até os próximos encontros.

Aqui também encontraremos informações a respeito das provas, notas, entregas de trabalhos e outras questões que vierem a ser debatidas no ambiente virtual.

Fiquem a vontade para participar e até breve.

Lincoln